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O exemplo de não saber dar o exemplo

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06.02.2026

No desfecho de mais uma campanha para as eleições presidenciais, denoto, como cidadão português, o crescimento – ou talvez a confirmação – de alguma inquietação interior. Não pretendo debruçar-me sobre visões políticas de cada candidato – outros fóruns o proporcionarão. Inquieta-me, sim, o silêncio quase absoluto sobre funções não declaradas do Presidente da República – doravante PR: a promoção, elevação e exigência na escolha dos nossos quadros políticos, e a criação de mecanismos para o pleno exercício de tais responsabilidades.

Inserem-se nas competências do PR a garantia da independência, o regular funcionamento das instituições democráticas, o comando das forças armadas, a promulgação das leis (com poder de veto) e a representação internacional do nosso país. Distribuem-se também, dentro de cada uma das dimensões, diversas tarefas dispersas por assessorias. Até aqui, nada de particularmente ambíguo,........

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