O caso chocante de um abusador português
Há um dilema profissional. Digo-lhe a verdade – que o futuro ainda será pior – e perco o cliente? Ou passo eu a tratar do caso e lucro com a desgraça alheia? Digo-lhe que vai passar, que é uma fase, que todos os grandes amores têm silêncios, desprezo, fugas, promessas adiadas e pedidos de transferência bancária?
Digo-lhe que tudo vai valer a pena? E que, quando ele diz “hoje não posso estar contigo, talvez amanhã muito cedinho, se me procurares muito antes das nove", isso pode ser apenas uma maneira pouco convencional de dizer “amo-te”?
Tudo começou como começam as más relações – uma promessa de futuro. Ele também já tinha sido vítima. Uma relação abusiva, longa e complicada, cheia de maus-tratos de quem o devia proteger. Garantiu-lhe que com eles seria diferente.
Haveria estabilidade. Paz. Algum dinheiro, mas sobretudo a tranquilidade de poder........
