Saúde com voz
Ao longo dos tempos a medicina desenvolveu-se sob um modelo paternalista. O médico decidia, o doente cumpria. Era assim que se entendia o cuidado: vertical, unilateral, silencioso – uma relação assimétrica.
Hoje, esse paradigma vai cedendo terreno numa sociedade cada mais informada, mais exigente e mais consciente dos seus direitos. Surge, assim, a decisão partilhada, um modelo que resgata o diálogo e devolve protagonismo ao doente, transformando a relação clínica numa verdadeira parceria.
A essência desta abordagem é simples, mas profundamente transformadora: a decisão clínica deve resultar do encontro entre a melhor evidência científica e os valores, preferências e circunstâncias........
