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Difícil, mas não impossível

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11.10.2026

Nesses últimos dias existia uma preocupação sobre os resultados das primeiras pesquisas, em função do choque da inversão das expectativas pela ultrapassagem de Lula por Flávio Bolsonaro. Foram 2%, uma diferença bem estreita, ainda que no contexto de um tsunami nas eleições para o Congresso e, também, muito adversa para governadores.

Mas as primeiras pesquisas sinalizam, felizmente, que é possível uma reviravolta. Por quê? Por cinco razões: (i) todas elas identificam empates técnicos ou vantagens estatísticas apertadas dentro da margem de erro, com variações, como o DataFolha, em que Lula tem 48% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro 52%, já na Vox Lula está na frente com 50,9% e 49,1% para Flávio Bolsonaro, na Poder/Data 53% a 47% para Flávio Bolsonaro, assim como Atlas/Intel 52,8% a 47,2% para Lula, ou seja, o desfecho está em disputa.

(ii) Lula herdou cerca de 1/3 dos votos (32%) dos outros candidatos, e Flávio Bolsonaro herdou um pouco menos da metade (46%), enquanto pouco mais de 15% declarou voto nulo, ou seja, o voto útil já tinha operado, em boa medida, no primeiro turno, mas ainda recolheram 7% dos votos válidos; (iii) Lula obteve 11% a mais entre os eleitores mais pobres (52% a 41%), um eleitorado em que pode crescer, porque em 2022 a diferença foi bem maior 17% (54% a 37%) e são metade da população.

(iv) Lula ainda pode diminuir a diferença junto aos trabalhadores que ganham entre 2 e 5 salários-mínimos (de R$3.500,00 a R$7.500,00), porque a desaprovação do governo........

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