Gianni, o reino por um fio…
Esta é a história aparentemente simples de um negócio que tem tudo para se transformar em riqueza e mais-valia para todos os intervenientes. Mas que, por força de outros valores, por pressão do poder global, da ambição transversal e da cedência anormal, pode descambar facilmente numa das hecatombes mais dramáticas da economia mundial.
Sabe-se, sempre se soube, que o crescimento aparentemente sustentado e controlado do futebol enquanto indústria geradora de fortunas significava vantagem imediata para os mais pequenos e perspetivas de sobre-enriquecimento dos mais cotados. A distribuição de receitas, sobretudo as que advinham dos Mundiais, projetava um robustecimento dos cofres das federações periféricas como dificilmente tinha sucedido até aqui. Com o aumento de seleções apuradas para a fase final de Mundiais, e com o subsequente prémio reforçado, as promessas de Gianni Infantino, enquanto presidente da FIFA, saíram em grande e motivaram o apoio recorrente de muitos países periféricos.
A Confederação Africana de Futebol (CAF) esteve no topo dos membros que, quase cegamente, se vangloriavam de viagens pagas aos congressos, às reuniões, aos simpósios que, obviamente, pouco ou nada adiantavam presencialmente, mas muito diziam a dirigentes de competência questionável, eleitos sob o pressuposto de uma ampla representação do país ou do continente.
Bem sabemos de onde vem uma parte muito importante dos apoios entretanto granjeados pelo líder do futebol mundial. Tendo almofada financeira mais que suficiente para dividir para reinar, e jogando habilmente com o primeiro Mundial de clubes com 32 equipas, e com o primeiro Mundial de seleções com 48 combinados nacionais, Infantino........
