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Prémio Laranja Amarga para a política de emprego às avessas da economia e do trabalho

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03.06.2026

Em dia da segunda greve geral em menos de um ano, aproveitemos o momento para deixar a excitação da espuma dos dias sobre taxas de adesão, as ameaças do Governo como as do ministro da Economia a falar do desastre para o PIB, os bloqueios políticos de um governo minoritário sem vontade de construir maiorias de apoio nem definir rota e de um défice de diálogo social e de vontade de concertação real.

Vale a pena parar para pensar no radical confronto entre os desafios atuais e reais do mundo do trabalho e da economia e as questões discutidas desde julho do ano passado a propósito desta malfadada vendetta legislativa.

A economia portuguesa na última década beneficiou de uma notável expansão da capacidade de gerar empregos, aumentou a sua capacidade exportadora, que atingiu o pico de 49,5% do PIB em 2022, que comparam com os 30% de 2011, teve um crescimento superior à média da União Europeia, salvo nos anos da pandemia, e registou, ainda que muito devido ao aumento do salário mínimo, um crescimento dos salários reais desde 2022.

O emprego em Portugal atingiu, no final de 2025, o nível nunca antes registado de 5,3 milhões de trabalhadores empregados, isto é, cerca de um milhão de trabalhadores mais do que em 2015, quando Passos Coelho foi afastado do governo, com níveis de desemprego particularmente baixos. O crescimento da economia desde a pandemia só foi possível com o afluxo de trabalhadores estrangeiros que representavam em 2025 já 19,7% dos contribuintes da Segurança Social.

Num contexto marcado pela dificuldade em reter os jovens portugueses qualificados que continuam a sair do País, com cerca de 65 mil partidas em 2025, sobretudo devido aos baixos........

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