Como pneu chinês virou a nova ameaça à indústria automotiva no Brasil
Como pneu chinês virou a nova ameaça à indústria automotiva no Brasil
A pressão por mais imposto sobre importados deixou de ser uma pauta restrita às montadoras. Depois da ofensiva da Anfavea para acelerar a recomposição da tarifa sobre veículos eletrificados, a indústria nacional de pneus voltou ao governo federal para pedir mais proteção contra produtos estrangeiros.
O pleito, agora, é elevar de 25% para 35% o imposto de importação sobre pneus de passeio. Representantes do setor se reuniram nesta quarta-feira (20) com o ministro Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, para defender medidas contra o avanço dos importados no mercado brasileiro.
A tentativa não é nova. Em 2024, o Gecex-Camex elevou de 16% para 25% a alíquota do imposto de importação para pneus de automóveis de passageiros, por 12 meses. No ano seguinte, a ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos) voltou a pedir que a tarifa subisse para 35%, mas o governo decidiu manter a alíquota em 25% por mais um ano.
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Agora, a indústria tenta reabrir a discussão com o argumento de que a produção nacional perdeu espaço de forma acelerada. Segundo a ANIP, o setor fechou o primeiro quadrimestre com 31% de participação nas vendas totais, o menor patamar da série histórica. Em 2019, de acordo com a entidade, a proporção era inversa: os fabricantes instalados no país tinham 69% do mercado, enquanto os importados respondiam........
