Mulheres Inesquecíveis
Há teatros onde se vai ver uma peça. E há teatros onde se vai ver uma peça e, pelo caminho, se leva um encontrão da História.
Foi o que me aconteceu no Teatro A Barraca, onde a peça “Liberdade, Mulher de Abril” nos lembra uma coisa aparentemente simples, mas que convém repetir até à exaustão: o 25 de Abril também foi – e continua a ser – uma revolução das mulheres.
E, felizmente, A Barraca não nos dá essa lição com ar de professor que acaba de descobrir a palavra “emancipação”. Dá-nos teatro. Dá-nos mulheres. Dá-nos memória. Muita memória de mulheres que não podem ser esquecidas.
Durante anos, a mulher portuguesa teve de ser uma espécie de canivete suíço: esposa, mãe, dona de casa, cuidadora, cozinheira, enfermeira, educadora, trabalhadora e, se sobrasse tempo, pessoa. Tudo isto com a delicadeza de não incomodar muito.
O espetáculo pega precisamente nessas histórias e põe-nas em palco. Uma reflexão sobre as........
