Venda de património em tempo de emergência habitacional
Surgiram recentemente na imprensa notícias sobre o excedente orçamental de mais de dois mil milhões de euros, relativo às contas de 2025, na ordem dos 0,7% do PIB, e a venda de património, através de uma hasta pública promovida pela empresa pública encarregue pela gestão do património imobiliário público, ESTAMO, que terá rendido mais de 21 milhões de euros ao Estado.
Para o apuramento da receita obtida na referida hasta pública contaram fundamentalmente dois11 edifícios situados na cidade de Lisboa, um na Av. Visconde Valmor e outro na Rua Filipe Folque, situados no coração da capital.
Ambos os imóveis, apesar de estarem afetos a serviços, seriam facilmente reconvertidos em habitação, podendo dar resposta habitacional acessível a, pelo menos, 42 famílias que não conseguem arranjar casa em Lisboa.
Esta hasta pública é apenas a primeira de outras que se seguirão. De acordo com a Resolução de Conselho de Ministros n.º 159/2025, de 23 de outubro, a ESTAMO ficou mandatada para vender 10 imóveis situados na cidade de Lisboa. Os dois já vendidos, a que se seguirão a antiga sede da Presidência do Conselho de Ministros, na Rua do Professor Gomes Teixeira, 2; os prédios sitos na Avenida da República, 79-A, na Avenida de 24 de Julho, 134-140, e Avenida do Infante Santo, 2; na Avenida do Duque d’Ávila, 137; na Avenida de João Crisóstomo, 9; na Praça de........
