menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

O risco financeiro dos EUA

41 0
05.05.2026

...

×

Funcionalidade exclusiva para assinantes Negócios Premium

Assine para partilhar E usufrua de todas as vantagens de ser assinante

O sistema financeiro dos Estados Unidos da América representa atualmente uma enorme fonte de risco para a Economia mundial e para os investidores. Um risco com múltiplas origens, nomeadamente política, económica, de endividamento público e privado, de avaliações do mercado acionista, e de crescimento das criptomoedas. Todas estas fontes de risco criam fragilidades para o dólar e para o sistema financeiro americano. Neste contexto, a União Europeia deve garantir que estes riscos não se tornam sistémicos e os investidores europeus devem investir com muita cautela nos EUA. FOMO ("Fear Of Missing Out") nunca foi e não é bom conselheiro de investimentos.

O risco americano tem várias origens, todas elas preocupantes. Um dos riscos é político, com a deriva populista e autoritária da administração americana, no contexto de uma sociedade em quebra de confiança e cada vez mais polarizada. Não só políticas erráticas e dogmáticas têm consequências negativas a prazo na Economia, como minam a base de valores no qual assenta a vida em sociedade. Adicionalmente, um cenário, outrora impensável, é o risco de desunião interna num país altamente polarizado, que pode acontecer através de fenómenos de paralisação da sociedade e desobediência civil no caso de haver manipulação das eleições intercalares de novembro.

Uma segunda fonte de risco é económica. A aparente pujança da economia americana e o desfilar de anúncios de grandes investimentos em indústria pesada e em infraestrutura digital escondem uma economia a duas velocidades, que acumula défices correntes crónicos. Por um lado, temos um setor digital e da defesa com um crescimento enorme dos lucros, avaliações e........

© Jornal de Negócios