Coração dilacerado: Henry Borel e a morte da Justiça
Escrevo estas palavras com o coração nas mãos – e noto que ele está dilacerado. Arrisco-me a dizer: hoje, no Brasil, quem não se escandalizou depois da sentença da juíza provavelmente não tem um coração para ser feito em pedaços. A pessoa que aceita uma injustiça tão grande já não possui coração, mas apenas um pedaço de carne que bombeia sangue.
Fico pensando nos algozes de Henry. O caso do tal Dr. Jairinho é nefasto: trata-se evidentemente de um psicopata capaz de qualquer coisa, um demônio sem qualquer escrúpulo ou limite moral (não me espanta que estivesse em um cargo público, afinal os psicopatas estão em maioria nesses ambientes).
Mas o que falar de Monique? E a sua frieza, a sua astúcia, a sua exibição de “empatia”, com os dedos em forma de coração? Ao entrar naquele tribunal, ela sabia muito bem que poderia contar com a sororidade da magistrada. E não se........
