25 de Abril e 1.º de Maio são irrecusáveis e não têm propriedade
Desde 2014 que colaboramos pro bono com o Diário do Minho e que fazemos questão em assinalar e comemorar o 25 de Abril e o 1.º de Maio. Mais do que uma vez também referimos o 25 de Novembro e o 28 de Maio que, contextualizado, foi acolhido de braços abertos pelo Povo – sendo pena, depois, o regime ter apodrecido sob a batuta da ditadura. Daí a guerra civil de Fevereiro de 1927. Foram mortas e presas centenas de pessoas, em especial militares inconformados com a implantação da ditadura que daria origem ao Estado Novo. Alguns colaboraram de boa-fé na Revolução do 28 de Maio de 1926 que colocou fim a uma I República. E que acabou, ela própria, por se revelar corrupta e sanguinária (v.g. “noite sangrenta” ou assassínio do Presidente Sidónio Pais). Todavia, muitos desses, incluindo o militar e parente Inácio Severino de Mello Bandeira cedo se aperceberam que estava em curso a implantação duma ditadura. Ficaram revoltados e tentaram uma contra-revolução em 1927. Alguns conseguiram fugir, e/ou foram ajudados a isso, mas outros foram desterrados para as Ilhas, Madeira ou Açores. E, depois, São Tomé ou Cabo Verde. No caso de Mello Bandeira, acabou por ser torturado e assassinado em Cabo-Verde. Voltamos a comemorar hoje, por........
