Portugal e a ONU
O navio-escola Sagres vai regressar a Nova Iorque a tempo do 4 de Julho, o feriado nacional americano que, desta vez, assinala os 250 anos da Declaração de Independência, mas, entretanto, já desempenhou uma missão importante: apoiar a candidatura de Portugal a um assento não-permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, uma candidatura bem-sucedida, com mais de simbólico do que de efeito concreto, mas a comprovar o prestígio do país e a qualidade da nossa diplomacia.
As celebrações na sede da ONU, em Nova Iorque, a envolver o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, assim como o embaixador Rui Vinhas e a sua equipa, foram efusivas, até por ter sido uma eleição inédita para Portugal por ter acontecido logo na primeira ronda de votação. Com Portugal foi eleita a Áustria e, com certa surpresa, ficou pelo caminho a Alemanha. Para as duas vagas do chamado Grupo Ocidental para o biénio 2027-2028 havia, pois, três candidatos.
O facto de António Guterres estar prestes a completar o segundo mandato como secretário-Geral da ONU, ou de Diogo Freitas do Amaral ter sido presidente da Assembleia-Geral eleito em 1995, comprova como Portugal tem sabido integrar-se bem no sistema onusiano. E esta eleição para o Conselho de Segurança é já a quarta no espaço de meio século. A celebração imediata da eleição pelo primeiro-ministro Luís Montenegro e pelo Presidente António José........
