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Dos “regimes internacionais”

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20.03.2026

Para Richard Little, existe um crescente número de regimes em transição e, por isso mesmo, os regimes representam um traço fundamental do próprio processo de globalização.

A primeira tentativa desencadeada, segundo o autor, tendo como objectivo a elaboração de uma Teoria dos Regimes, data dos anos 70, graças a um conjunto de cientistas sociais que se preocuparam com o estudo do rule-governed behaviour, i.e., do comportamento regulado pelo Governo no sistema anárquico internacional.

Os regimes passaram a ser definidos por princípios, normas, leis e procedimentos decisórios estabelecidos, podendo ser classificados em função do grau e do tipo de formalidade das sobreditas regras acordadas entre parceiros sociais, bem como do grau de expectativa em relação ao seu cumprimento. Little refere que os regimes ajudam a regular as relações internacionais em múltiplas esferas da realidade.

Para o autor, o mercado é usado pelos institucionalistas liberais como uma analogia para o sistema anárquico internacional. No mercado internacional, os “bens públicos” seriam sobre-produzidos, pelo que as externalidades negativas superariam as externalidades positivas. Daí........

© Diário de Notícias