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Horizontes

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24.08.2026

O olhar mirava a arquibancada. De lá, eu esperava a aprovação do torcedor mais exigente. A “arquibancada” era uma cerca de madeira em torno do campo de terra em que eu e meus amigos disputávamos nossas peladas.

Meu pai assistia ao lado de outros torcedores, mas a impressão era que nas raras vezes que eu balançava a rede ou acertava uma jogada, ele havia acendido o cigarro, falado com alguém, olhado pro lado.

“Pô pai, presta atenção”. Eu pensava, aborrecido.

O contrário também era verdade em minha imaginação adolescente. Se eu perdesse a bola, levasse um drible, chutasse longe do gol, ele estaria atento.

“Pô pai, você só vê quando erro”? Eu matutava, envergonhado.

“Fiz que fui, não fui e acabei fondo” é verso de boleiros antigos a descrever uma jogada que deu certo, mesmo com o pontapé na........

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