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Lula e Trump na ONU: soberania contra a lógica do poder imperial

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23.09.2026

Por José Reinaldo Cavalho – Defesa da multipolaridade e do desenvolvimento pelo Brasil expõe o contraste com ameaças dos EUA ao Irã, a Cuba e à América Latina

Por José Reinaldo Carvalho – A soberania nacional e a defesa do multilateralismo constituíram o eixo do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU. Diante de líderes mundiais, ele afirmou o direito do Brasil de decidir sobre seu território, seus recursos e seu desenvolvimento. Donald Trump, que falou em seguida, reivindicou para os Estados Unidos a capacidade de empregar a força militar quando julgar ameaçados seus interesses. São duas concepções de ordem internacional em confronto.

A frase mais contundente de Lula — “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, de autoria do escritor Paulo Nogueira Batista Júnior, respondeu à ideia de que o Brasil e a América Latina devem permanecer submetidos às prioridades de Washington. O  presidente brasileiro também rejeitou a divisão do mundo em zonas de influência e as investidas sobre recursos estratégicos de outros países. Sua defesa da soberania alcançou, assim, tanto a independência política quanto a capacidade de escolher um projeto econômico próprio.

Este é um ponto decisivo do discurso brasileiro. Lula afirmou que a riqueza natural do país pertence ao seu povo e condicionou o acesso aos minerais críticos e às terras raras à geração de valor no território nacional, à transferência de tecnologia e ao atendimento de setores estratégicos. A proposta procura evitar que o Brasil se limite a fornecer matérias-primas enquanto outros países concentram a indústria, o conhecimento e os ganhos das novas cadeias produtivas. Soberania, nessa formulação, inclui o direito de transformar recursos nacionais em emprego, capacidade........

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