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Terras raras: soberania em risco e o dever de reagir

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21.04.2026

A recente aquisição da mineradora brasileira Serra Verde por uma empresa com participação estatal dos Estados Unidos — a USA Rare Earth — não é apenas uma operação empresarial. Trata-se de um movimento geopolítico de grande envergadura, inserido na disputa global por minerais estratégicos que sustentam a economia do século XXI. O episódio exige reflexão e, sobretudo, ação.

As chamadas “terras raras” — um conjunto de elementos químicos essenciais à produção de ímãs permanentes, semicondutores, turbinas eólicas, veículos elétricos e sistemas de defesa — tornaram-se o novo “petróleo” da era digital. Hoje, a China domina a cadeia global, respondendo pela maior parte do processamento e da produção de ímãs de alta performance. Em resposta, os Estados Unidos vêm estruturando uma estratégia agressiva de reindustrialização e segurança nacional, na qual o controle dessas cadeias produtivas é central.

É nesse contexto que se insere a aquisição da Serra Verde. Localizada em Goiás, a mina de Pela Ema é considerada um ativo singular: poderá responder por mais da metade da produção mundial de terras raras pesadas fora da Ásia até 2027. Ao assumir o controle desse ativo, a empresa americana — com apoio direto de instrumentos financeiros........

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