Mendonça não soube que Vorcaro acusou Lula?
Relator do caso Master, André Mendonça centralizou em seu gabinete provas coletadas em operações da PF. Provas brutas, ou seja, provas sem perícia feita pela corporação e que seriam escrutinadas sob a supervisão amiga de delegados ligados ao ministro.
O próprio Mendonça relatou que negociou com os advogados de Vorcaro a delação que seu cliente ofereceu e que foi recusada três vezes tanto pela PGR quanto pela força-tarefa da PF ligada ao ministro e incrustada em seu gabinete.
O bem informado leitor deve se lembrar de que um Mendonça indignado vociferou no Plenário do Supremo, diante dos colegas, que os advogados de Vorcaro lhe ofereceram uma “delação seletiva”.
Não se sabe se isso foi antes ou depois de o indignado ministro ganhar 5 milhões de reais de um laranja do ex-banqueiro para montar seu lucrativo negócio de cursos de oratória, que lhe rendeu 5 milhões de reais no ano passado e mais 5 neste ano.
A revista Veja quer nos fazer crer que Paulo Gonet, o procurador-geral da República — que, juntamente com a PF, negociava a delação com a defesa de Vorcaro — recusou a oferta dele de acusar Lula sabendo haver provas testemunhais e documentais. E fez tudo isso sem a Polícia Federal (de Mendonça) saber.
Em 9 de outubro de 2026, a Veja publicou áudio atribuído a Daniel Vorcaro em que o banqueiro afirma ter pago cerca de R$ 30 milhões em espécie ao Instituto Lula para produzir o documentário de Oliver Stone intulado, simplesmente, “Lula”.
O cineasta americano afirma que jamais ouviu falar de Daniel Vorcaro. Stone, segundo a Veja, teria recebido 5 milhões de dólares para fazer um........
