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Estaremos a confundir memória com conhecimento? Opinião de uma professora

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25.09.2026

Sentado à secretária, livro aberto, caneta na mão, a repetir frases até conseguir reproduzi-las sem olhar para a página. Há uma imagem de aluno que desde sempre nos foi familiar. Decora a definição. Decora a fórmula. Decora a data. Decora o nome. Na véspera do teste, sabe tudo. No dia seguinte, talvez já saiba um pouco menos. Uma semana depois, provavelmente quase nada. Mas teve boa nota. E nós, satisfeitos, chamamos a isso aprendizagem. 

Talvez esteja na altura de admitir que andamos há demasiado tempo a confundir memória com conhecimento. 

Não, memorizar não é inútil. Pelo contrário. A memória é uma das ferramentas fundamentais da aprendizagem. Uma criança que aprende a ler precisa de memorizar sons, palavras e padrões. Quem aprende uma língua precisa de guardar vocabulário. Quem aprende matemática precisa de dominar operações e conceitos. Não podemos pensar sobre aquilo que desconhecemos. 

O problema não está em memorizar. O problema está em acreditar que memorizar chega. 

Um aluno pode decorar a definição de democracia e não compreender verdadeiramente o que significa viver numa democracia. Pode saber de cor a data de uma batalha e não conseguir explicar porque aconteceu. Pode decorar uma regra gramatical e continuar a escrever........

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