Investigações sigilosas do MPF vazaram a Vorcaro por acesso de servidor
Investigações sigilosas do MPF vazaram a Vorcaro por acesso de servidor
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, recebeu os documentos de ao menos três investigações sigilosas sobre ele em seu celular, segundo dados analisados pela Polícia Federal.
No ano passado, antes da prisão do banqueiro, foi aberta uma investigação para apurar o vazamento de apurações do MPF (Ministério Público Federal) após serem identificados acessos de um servidor aos procedimentos sobre o Master de madrugada.
Quando Vorcaro foi preso pela primeira vez, foram encontrados os documentos de três procedimentos sigilosos do MPF em seu celular, incluindo a investigação sobre fraudes do BRB (Banco de Brasília) que levou à sua prisão preventiva.
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Além disso, havia um procedimento aberto para apurar eventual ato de corrupção do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e um inquérito cível que apurava a fraude que lesou o banco em R$ 12 bilhões.
O servidor do MPF cujo perfil foi responsável pelos acessos foi investigado, mas se recusou a permitir que seu celular fosse periciado, pedindo que isso ocorresse apenas por determinação judicial.
A PF apura também a hipótese de o servidor ter sofrido "phishing", técnica que faz com que a pessoa clique em um link para ter sua conta hackeada.
O UOL apurou com fontes com acesso a dados da investigação que o servidor —ou a pessoa que obteve seu acesso— usava o sistema interno do MPF para buscar palavras-chave relacionadas ao Master, como "Vorcaro" e "BRB".
Também houve buscas por "Nelson Tanure", empresário apontado pelas investigações como sócio oculto do Master.
Nesta quarta-feira, foram presos os quatro integrantes de um grupo de WhatsApp chamado "A Turma", composto por Vorcaro, Fabiano Zettel, seu cunhado, e dois auxiliares que obtinham informações sigilosas.
Um deles, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, era tratado como "Sicário". O outro, Marilson Roseno da Silva, era um policial federal aposentado.
Mourão era o responsável por repassar as informações de investigações do MPF a Vorcaro. Nesta quarta-feira, ele tentou cometer suicídio após ser preso pela PF.
O grupo tinha acesso a sistemas internos de órgãos públicos e falsificava documentos se passando por autoridades para tentar tirar notícias do ar e obter informações de rede social, segundo a PF.
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