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O futebol está berrando o óbvio: existe um problema com a masculinidade

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13.04.2026

O futebol está berrando o óbvio: existe um problema com a masculinidade

André, jovem e promissor jogado corintiano, achou que seria uma boa ideia agarrar os bagos para confrontar o adversário. É um "toma aqui" bastante comum entre homens. André fez. Alan, outro corintiano fez. Abel Ferreira fez. Torcedores fazem. Homens por todos os cantos fazem. Agarrar o saco com uma das mãos, movimentar o quadril a frente e dizer alguma coisa do tipo: pega aqui. Um gesto vazio de sentido, mas repleto de um tipo de masculinidade hegemônica e adoentada. Os mesmos que defendem a família tradicional brasileira e não se cansam de falar em nome de Deus correm para dizer que o gesto não é nada demais, deixem de puritanismo, aqui é futebol, porra.

Digam o que quiserem, as imagens são claras: Homens estão descontrolados.

Estapeiam-se, partem para cima um do outro como crianças birrentas, agarram os bagos publicamente, saem dando voadoras, socam-se pelos campos e pelos cantos do campo. Treinadores à beira de uma síncope gesticulam como se estivessem lutando para salvar a espécie humana de uma invasão aliegígena. Não estão. Estão reclamando de uma falta mal marcada, de um lateral invertido. Todos homens. Todos exibindo um sintoma da doença da masculinidade. Homens estão perdidos.

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