SOMP: por que a síndrome dos ovários policísticos precisou mudar de nome?
SOMP: por que a síndrome dos ovários policísticos precisou mudar de nome?
A síndrome dos ovários policísticos não é mais aquela: ela passa a ser conhecida por síndrome ovariana metabólica poliendócrina. Na hora de falar, o novo nome não ajuda muito, tanto que os próprios médicos preferem a sigla SOMP. Mas a mudança chega tarde para desfazer um monte de confusão. Um monte mesmo!
Para início de conversa, existem mulheres com SOMP que nem têm vários microcistos nos ovários. E existem mulheres com vários microcistos nos ovários que nunca tiveram SOMP.
"O termo 'policístico' causava muito erro de diagnóstico. Mulheres que ficavam sem tratamento e mulheres que eram tratadas sem motivo", afirma a endocrinologista Larissa Garcia Gomes, médica da SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, regional São Paulo) e da Universidade de São Paulo, onde é responsável pelo Ambulatório de Síndrome de Ovários Policísticos que, pelo visto, logo mais terá de trocar a plaquinha na entrada para se tornar o Ambulatório de SOMP.
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Para ela, a expressão "poliendócrino" é muito mais feliz. Os ovários continuam lá, no "O" da sigla SOMP. Mas a nova nomenclatura escancara que há outras disfunções hormonais no seu entorno. Vale destrinchá-las.
Entendê-las é também compreender que, embora sintomas clássicos como a acne, a queda de cabelos, os pelos pelo corpo e a irregularidade menstrual sejam importantes, abalando o bem-estar e a autoestima, eles são parte de uma história maior que aumenta o risco de diversos problemas metabólicos e de doenças cardiovasculares.
Aliás, por isso mesmo a mulher com SOMP, condição que — atenção, meninas e senhoras! — pode ser flagrada da adolescência até a menopausa, precisa ser bem acompanhada pelo resto da vida. Ora, a SOMP é crônica. Se a acne desaparece e os pelos no rosto caem com algum tratamento, isso não significa que ela foi embora.
"Desde que........
