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A reunião do Copom mais desafiadora de Galípolo

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18.03.2026

A reunião do Copom mais desafiadora de Galípolo

Quis o destino que o início do ciclo de corte de juros do Brasil - anunciado com pompa e circunstância na ata do Copom (Comitê de Política Monetária) de janeiro - se desse em um cenário mundial completamente adverso.

A 'guerra de escolha' de Donald Trump (EUA) e Benjamin Netanyahu (Israel) levou a um choque do petróleo, com o barril negociado na casa dos US$ 100 (antes do conflito estava em US$ 65) e sem perspectiva de volta da navegação no Estreito de Hormuz, por onde transita um quinto do petróleo.

A bomba caiu no colo dos bancos centrais do mundo todo. Pelo menos seis tomam decisões de política monetária nesta semana. No Brasil, o impacto foi a mudança de expectativas. Hoje, 70% do mercado esperam redução menor da Selic: 0,25 ponto percentual versus 0,5 ponto percentual antes da guerra.

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