Vitória de Lula deve ser “diferente” do habitual, segundo pesquisas
Pesquisa da Quaest divulgada esta semana indica mudança no mapa eleitoral que pode favorecer vitória de Lula.
Desde 2010, o PT dependia de uma “muralha” de 10 a 12 milhões de votos líquidos no Nordeste para compensar perdas no Sudeste e Sul.
O novo cenário sugere que a vitória de Lula poderia se apoiar mais no Sudeste e no Norte, reduzindo a necessidade de supermajoridade nordestina.
Em 2022, Bolsonaro liderava Lula em São Paulo e Rio de Janeiro por 4,7 milhões de votos, exigindo forte mobilização nordestina para superar a barreira.
Uma leitura atenta da engrenagem eleitoral brasileira mostra que as vitórias do Partido dos Trabalhadores no nível presidencial sempre dependeram de uma equação geográfica quase imutável. Desde a eleição de 2010, quando Dilma Rousseff sucedeu Luiz Inácio Lula da Silva, passando pela reeleição apertada em 2014 e pela volta do próprio Lula ao Planalto em 2022, o cálculo exigia uma condição indispensável: a construção de uma verdadeira muralha de votos no Nordeste. Essa supervotação regional funcionava como uma garantia estratégica indispensável, acumulando saldos de 10 a 12 milhões de votos líquidos para absorver os revezes duros impostos pela oposição nos grandes colégios eleitorais do Sudeste e do Sul, em especial na alavanca bolsonarista de São Paulo e do Rio de Janeiro.
No entanto, o mais recente levantamento estadual divulgado pela Quaest, esta semana, desenha os contornos de uma alteração substancial nesse mapa estratégico. Caso o........
