Água: a escassez começa em quem gere
Este verão, as notícias sobre escassez de água foram particularmente impressionantes. Não só porque afetaram, por várias semanas, mais de 200 mil pessoas, mas também porque foram exemplo do típico “passa culpas” para o desperdício do consumidor e para a falta de apoio do contribuinte para os investimentos. E se pensarmos também na gestão?
Leia os artigos que quiser, até ao fim.
Com uma assinatura PÚBLICO tem acesso ilimitado a todos os conteúdos e cancela quando quiser.
A gestão da água em Portugal não tem um bom exemplo a dar ao consumidor. O desperdício que acontece antes de a água chegar às torneiras é crónico e, diria até, embaraçoso para entidades que deveriam ser as primeiras a proteger um recurso tão escasso quanto a água. Mais não fosse – para além da óbvia consciência ambiental – pelo custo que a água para consumo humano exige em captação, tratamento e distribuição, ainda mais num contexto de forte escassez hídrica que está a acentuar-se.
Ainda que digam respeito a 2024, os dados mais recentes do regulador do setor (ERSAR) apontam para um desperdício anual de 170 milhões de metros cúbicos de água por ano. Passou mais de uma década desde que o regulador publica um relatório anual onde se mede o desempenho do setor e os números pouco passaram do mesmo: contas feitas, perto de 30% da água........
