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E sobre o emprego jovem? Não dizem nada?

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12.03.2026

Muito tem sido escrito sobre o emprego jovem. Dezenas de artigos, notícias e relatórios amontoam-se na tentativa de explicar o que espera os recém-diplomados à saída do ensino superior. Contudo, a discussão parece ter ficado em águas de bacalhau, como se este problema já tivesse sido resolvido.

Em Portugal encontramo-nos, diz-se, numa situação de “pleno emprego”, a famosa terminologia que dita que toda a população activa que procura emprego encontra-o, o que demonstra crescimento económico e um mercado de trabalho dinâmico. Mas a realidade é bem mais complexa, o que torna o uso desta terminologia algo falacioso.

Para a maioria dos jovens, o futuro cada vez mais passa pela frequência no ensino superior, o que traz uma gigante pressão no que diz respeito ao ensino obrigatório. Durante a permanência do ensino secundário e aquando da sua saída, entram numa competição feroz por uma vaga no curso que ambicionam estudar ou na faculdade com a melhor reputação. Seguem-se três, cinco ou mais anos de formação, na qual são seduzidos pela promessa de um mercado de trabalho aberto ao talento jovem, com oportunidades de progressão e valorização intelectual.

A experiência recente contraria rapidamente esta expectativa. Nos últimos cinco anos, ou quem........

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