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O seguro morreu de velho, mas Seguro é morte lenta

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22.01.2026

Depois da primeira volta do sufrágio presidencial, a pergunta que se impõe é a seguinte: que ilações e lições tirar das eleições? Esta é a questão a que é necessário responder. “Sim, mas havia alguma necessidade de formular a questão com recurso à paronomásia, à assonância e até à ligeira aliteração”, perguntarão. E é aqui que me perdem, pois não percebi nada do que disseram. Eu vim cá hoje mais para falar de Seguro e Ventura.

Começando por Seguro. No discurso de vitória, o compagnon de route de Guterres, Sócrates e Costa, não tendo coisa alguma substancial para dizer, mas falando imenso como é timbre dos medianamente dotados que aspiram a soar a estadista, acabou por abordar um ponto que revela bastante mais daquilo que ele representa do que o próprio imagina. Disse Seguro que convida todos a unirem-se para derrotar “os extremismos e quem semeia ódio”.

Ora, vamos lá então ao momento TV Rural desta semana, para explorar a problemática da sementeira do ódio. Para começar, o ódio tem péssima imprensa. Chamem-me esquisito, mas eu tenho profunda aversão, por exemplo, à........

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