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Fabian, a Maria e Pedro Soares dos Santos

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26.05.2026

O Bloco de Esquerda, depois de, durante anos, ter enganado boa parte do país graças às homilias sonsas do bispo Louçã, acabou reduzido à insignificância eleitoral e social a bordo de um barco que carregou Mariana Mortágua pelo Mediterrâneo dentro. Desorientada, a extrema-esquerda que o statu quo socialisto-mediático, encabeçado por António Costa e que escorria como um fio de baba pelas redacções, transformou em “social-democrata”, está hoje reduzida à condição de um singelo deputado. Para os mais distraídos, o espécime chama-se Fabian Figueiredo, e esta semana ensaiou uma pequena atracção parlamentar – afinal, há que fazer pela vida, e não há dia em que não surja um político na praça facultando provas aos portugueses sobre como o espectáculo e o populismo não são exclusivo de um só partido.

Fabian carregou um pequeno boneco e uma folha larga, o primeiro retratando uma funcionária aleatória do Pingo Doce, a que chamou Maria, o segundo o CEO da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos. E esclareceu, dizendo que «a Maria, que trabalha no Pingo Doce, precisaria de trabalhar 226 anos para ganhar o que o CEO da Jerónimo Martins recebe num só ano. Mais do que toda a sua vida, mais do que a vida da sua filha, e mais do que a vida da sua neta.» A formulação parece inocente, mas não é. Fabian não pretende discutir salários, mas antes fazer o que aquela esquerda nunca........

© Observador