We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close
Aa Aa Aa
- A +

A reconstrução da direita /premium

3 14 246
25.03.2019

1. Nunca como agora foi tão necessário e urgente encontrar um rumo para a direita. O PS vai continuar no poder mais quatro anos, enquanto que o PSD e o CDS vão continuar a passar um longo inverno na oposição — uma verdadeira oportunidade para reconstruir o centro-direita, como já defendi aqui. Para tal, é preciso construir um projeto político sólido que seja uma verdadeira alternativa às propostas socialistas do PS, PCP e BE. É esse o principal objetivo do Movimento 5.7 de Miguel Morgado (PSD), que foi apresentado este sábado — e só por isso merece um aplauso.

Tal como aconteceu com a Aliança Democrática que queria acabar com a tutela dos militares de Abril sobre a democracia — porque não há democracia sem que os militares estejam subjugados a um poder civil. Tal como aconteceu com as duas maiorias de Cavaco Silva, que liberalizaram setores fundamentais da economia nacional e permitiram a construção de uma verdadeira economia de mercado que, entre 87 e 95, trouxe o período de maior progresso económico e social da democracia portuguesa. E tal como aconteceu com a maioria liderada por Passos Coelho, que iria aprofundar o que os dois Governos de Cavaco começaram, mas que passou o seu tempo a tirar o país da emergência financeira em que o PS de José Sócrates deixou os portugueses atolados.

A história, como sempre, é uma boa conselheira. E é nestas três maiorias que o centro direita tem de se inspirar para voltar a ter um projeto que ofereça um novo futuro ao país. Nomeadamente na capacidade reformista que aqueles Governos tinham. Esse é um elemento fundamental para qualquer projeto digno desse nome do centro-direita.

O PS e os seus aliados da extrema-esquerda são, no atual contexto político-económico, forças conservadoras e reacionárias em alguns assuntos. Os socialistas, comunistas e bloquistas não querem reformar um Estado desmesurado para a........

© Observador