Donald Trump e a nova direita latino-americana
Franz Flores Castro*/Latinoamérica21
A captura de Nicolás Maduro pelas forças estadunidenses em 3 de janeiro, seu traslado aos Estados Unidos para enfrentar acusações de narcotráfico, e o posterior apoio de Washington a um governo liderado por Delcy Rodríguez não constituem um simples episódio de política externa.
A operação — que implicou a entrada de efetivos norte-americanos em território venezuelano e a “extração” do mandatário de sua residência — reconfigurou abruptamente o tabuleiro regional e revelou que, além da retórica sobre a democracia, as prioridades estratégicas do governo de Donald Trump eram outras: o objetivo do governo estadunidense era colocar um governo fantoche que lhe permitisse controlar a produção e a venda de hidrocarbonetos. Para ser mais exato, o que lhe interessava era cortar os fluxos de petróleo venezuelano para a China.
É notável que, diante desse acontecimento, os aplausos da nova direita tenham sido muito superiores às críticas. Na verdade, muito pouco se falou sobre o fato de que o chavismo permanece intacto e exibe um grau de servilismo diante do poder estrangeiro digno da pior direita militar que governou na década de 1970.
Paralelamente, Trump pediu ao México que parasse de fornecer petróleo a Cuba. Contra todos........
