Regresso ao passado para domesticar os agentes de IA
Vivemos um período de deslumbramento com os agentes de IA, com limitados alertas para os erros que cometem: perante qualquer tarefa, resolvem sempre de forma optimista, inventam quando não conseguem responder e raramente admitem que ficaram aquém. Se isto é normalmente inofensivo quando dialogamos sobre temas gerais, pode ter impactos altamente negativos quando os usamos como ferramenta produtiva no desenvolvimento de aplicações.
Noutro artigo, falámos da especificação fina dos requisitos, o spec-driven development, que procura domesticar os agentes. partindo o problema em problemas cada vez mais pequenos, até se chegar a problemas triviais, e usando depois vários agentes para resolver cada um.
Nestas reflexões sobre o impacto da IA na profissão, conversei com o Pedro Sousa, uma das pessoas com um trabalho mais extenso em Arquitectura Empresarial no nosso país, Professor Associado no Instituto Superior Técnico (IST), meu aluno e co-criador do Departamento de Informática do IST.
A carreira do Pedro assenta há muito na modelação e na arquitectura como forma de tornar explícito e verificável aquilo que antes ficava apenas na cabeça de quem programa. Perguntei-lhe como essa tradição se relaciona com o desafio actual de........
