O mérito que nem sempre chega ao topo
Há uma ideia que nos acompanha desde cedo: quem trabalha bem, quem se esforça, quem cumpre os seus objetivos, acabará por ser reconhecido. É uma crença confortável. Dá sentido ao esforço, justifica as horas extra e alimenta a expectativa de que o mérito será, mais cedo ou mais tarde, recompensado.
A realidade, porém, nem sempre segue esse guião.
Em muitos locais de trabalho, o reconhecimento continua a ser uma das moedas mais escassas. Não porque faltem profissionais competentes, mas porque os critérios que determinam a progressão nem sempre são claros, consistentes ou transparentes. E quando as regras parecem mudar consoante as circunstâncias ou as pessoas envolvidas, instala-se um sentimento difícil de ignorar: a perceção de injustiça.
Não é raro encontrar trabalhadores que acumulam anos de dedicação, assumem responsabilidades adicionais,........
