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Guerra no STF envolve disputa pelos votos de Kassio, Cármen e Toffoli

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04.09.2026

A guerra deflagrada por Alexandre de Moraes contra André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) colocou no centro da disputa três ministros cujos votos serão decisivos para definir qual dos dois será investigado e eventualmente punido.

Por razões distintas, Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli formam um grupo intermediário entre a tropa de choque de Moraes e os ministros que buscam recuperar a credibilidade perdida do STF.

O primeiro bloco reúne Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Próximos de Moraes, eles se mantiveram fiéis ao colega mesmo sob a enxurrada de críticas à sua atuação no inquérito das fake news, nos processos do 8 de janeiro e na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No polo oposto estão André Mendonça, crítico recorrente dessa postura; Luiz Fux, que revisou seu entendimento sobre esses episódios; e Edson Fachin, que, embora concorde com as condenações, avalia que os excessos de Moraes corroem a reputação e a autoridade da Corte.

Nas próximas semanas, Fachin deverá submeter ao plenário o relatório, encomendado por Mendonça, sobre a relação de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro. O documento indicou que o ministro editou um contrato de R$ 131 milhões do Banco Master com o escritório de advocacia de sua família e era consultado por Vorcaro sobre formas de se esquivar de investigações de fraudes financeiras.

O primeiro passo do julgamento será definir se a produção do relatório foi regular. O........

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