17 de maio: um dia que devemos dedicar à empatia
Um desafio constante nos dias que correm é saber filtrar a informação e isso pode ser algo particularmente sensível quando falamos de direitos humanos. O dia internacional contra a Homofobia leva-nos a refletir sobre a compreensão e a melhor forma de combater o preconceito.
Vivemos hoje numa sociedade polarizada e distopicamente antagónica. Andamos na rua e vemos cartazes em que as modelos quase saem da tela para nos convidarem a ser como elas, com o dito corpo perfeito. Tiramos do bolso o nosso telemóvel e vemos conteúdo a apelar exatamente ao oposto, influencers a pregar o quanto somos únicas e especiais, cada uma com a sua figura. Ligamos a televisão e ouvimos falar de imigrantes, dos preços dos combustíveis, da crise, de conflitos. Mas, rapidamente, mudamos de canal, e entramos numa qualquer sitcom americana, onde fazem piadas sobre o presidente norte-americano e o populismo. Vivemos um pouco à mercê da opinião dos outros e da maré do algoritmo, onde uma inclinação, uma preferência ou um interesse nosso ganha escala e peso na teia do digital.
É por este motivo que é cada vez mais difícil obtermos informação fidedigna e sabermos em quem acreditar, sobretudo quando estamos a formar a nossa própria opinião, que aqui destaco por saber o quão insignificante e ao mesmo tempo relevante ela consegue ser. A meu ver, a melhor forma que qualquer um de nós tem para se guiar é o espírito crítico e aqueles velhos e antigos valores que já as nossas avós nos ensinavam.........© Expresso
