Economia circular ainda é um desafio para o Brasil
Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente é preciso parar para ver como ainda é lento o processo – embora seja contínuo – para reduzir o descarte, tanto nas indústrias como na sociedade em geral. A contabilidade do desenvolvimento é revelada no crescimento econômico, mas cada vez mais é necessário incluir nessa conta o que sobra do que é produzido e do que é consumido, em um ambiente que caminha para a escassez de recursos. E esse é um desafio global.
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Segundo o mais recente Circularity Gap Report 2026, produzido pela Circle Economy em parceria com a Deloitte Netherlands, o mundo perde anualmente 25,4 trilhões de euros em valor econômico devido ao nosso modelo linear de produção (extrair, produzir, usar e descartar). Esse montante equivale a 31% do PIB global. Trocando em miúdos: para cada 3 euros gerados pela economia mundial, 1 euro é jogado fora.
O Instituto Brasileiro de Economia Circular (Ibec) acendeu um alerta fundamental sobre esses números. A comunidade internacional está subestimando severamente o custo da economia linear. O buraco financeiro não aparece nas planilhas tradicionais porque ignoramos fatores como: o esgotamento acelerado de recursos naturais; a subutilização de ativos; os custos........
