menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Suplências, entre acasos e negócios em família

29 0
13.08.2026

Conta o anedotário mineiro que quando Arlindo Porto foi registrar a sua chapa ao Senado Federal nas eleições de 1994, incluiu provisoriamente na primeira suplência Regina Assumpção, então secretária executiva de sua legenda no estado, o PTB. Arlindo Porto pretendia negociar a posição, na tentativa de ampliar apoios. Estavam em disputa duas vagas. Era uma eleição dura: concorria também Francelino Pereira (PFL), ex-governador indicado no período da ditadura militar (1979-1983). A tradição de ex-governadores candidatos ao Senado era conhecida e, nesse sentido, surpresa alguma por Francelino ter conquistado a primeira vaga. Brigando pela segunda vaga, Arlindo Porto tinha ainda pela frente os adversários Virgílio Guimarães (PT), à época com forte base sindical do PT, além de Sérgio Ferrara (PDT) e Aluísio Pimenta (PL).

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Sem conseguir novos apoios, e discutindo a situação da suplência com o então governador Hélio Garcia, Regina Assumpção permaneceu na chapa. Arlindo Porto se elegeu, foi nomeado ministro da Agricultura e do Abastecimento no governo de Fernando Henrique Cardoso. Entre maio de 1996 e abril de 1998, Regina Assumpção se tornou a segunda mulher da história de Minas a assumir a cadeira no Senado Federal. Minas Gerais, naquele curto intervalo, viveu uma situação inédita: das três cadeiras de representação do estado, duas foram comandadas por mulheres. Júnia Marise, então no PDT, a primeira mulher a tomar posse em 1991 exerceria o mandato até 1999.

Suplência sempre foi coisa muito séria. Entre 1994 e 2026, em oito pleitos que elegeram 12 senadores da República para representar Minas Gerais, nove suplentes foram chamados para substituir os........

© Estado de Minas