O dilema do bonde de Marcelo Aro
São hoje quatro candidaturas competitivas ao Senado em Minas, na hipótese de que o deputado federal Aécio Neves (PSDB) não concorra: a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT) no campo lulista; o deputado federal Domingos Sávio (PL), no campo bolsonarista; além do senador Carlos Viana (PSD) e do ex-secretário de estado da Casa Civil, Marcelo Aro (PP), que disputam o segundo voto bolsonarista e, no caso de Aro, também beneficia-se em muitas praças, do segundo voto de prefeitos do campo lulista.
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Para além de confrontos passados entre Aro e Viana, o que os separa, neste momento, é um problema matemático: buscam o segundo voto no mesmo balaio bolsonarista, que pende a Viana, ainda que Aro tenha vestido a camisa da Seleção para acompanhar o então governador Romeu Zema (Novo) em ato pró-anistia aos envolvidos na trama golpista, realizado em 25 de abril de 2025, por convocação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Marcelo Aro não teve mandato legislativo nem as robustas emendas parlamentares a que teve acesso Viana. Mas, ao longo de um ano à frente da mais importante pasta do governo do estado, Aro destinou milhões em convênios e programas às prefeituras mineiras. Convocou deputados, pediu que chamassem os “seus” respectivos prefeitos e firmou acordos distribuindo, em média, R$ 1 milhão para cada rincão. Na entrega, o pedido de apoio. Quando ouvia do prefeito que já tinha candidato ao Senado, pragmático, avisava: “Não tem problema. Estou lhe pedindo o segundo voto”. A campanha ao Senado de Aro se estrutura em alianças com prefeitos e acordos com parlamentares captando o segundo voto, não importa a quem tenha sido dado o primeiro. Desincompatibilizou-se da pasta para disputar as eleições, mas, lá mantém o fiel aliado, o advogado Castellar Guimarães Neto, que dá conta dos compromissos firmados pelo antecessor.
Marcelo Aro é um........
