O declínio estatístico do "Novo"
O ex-governador Romeu Zema (Novo) talvez não tenha percebido que, em seu último ano de governo, a aprovação de sua gestão perdeu tração, já que a partir de agosto de 2025 dedicou-se a percorrer o país para divulgar a sua pré-candidatura à Presidência da República. Com o slogan “Brasil pra frente”, o lançamento naquele mês, em São Paulo, espalhou promessas de algo como uma “avalanche” em privatizações, fim de “privilégios”, críticas ao PT e ao ex-governador Fernando Pimentel – tema favorito de Zema. Mais recentemente, o ex-governador se entretém com o impulso à visibilidade nacional que alcançou pelo empurrãozinho do ministro Gilmar Mendes. Atacar o STF é o novo “veio”. A mineração começou promissora. Mas já vai se tornando cansativa pela repetição. As redes querem sempre mais.
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Com a polarização política nacional tão ao centro do debate público, possivelmente a atenção ao governo de Minas tenha caído no ranking de interesses do eleitor mineiro mediano. É curioso notar como indicadores de pesquisas nos municípios mineiros ao longo de 2025 apontavam para níveis mais altos de não resposta para a avaliação do governo Zema em relação ao governo Lula. Em outras palavras: sobre o governo federal, todo mundo tinha posição, a maioria cristalizada. Já em relação ao governo Zema... bom, a resposta era precedida de grande hesitação.
Zema há muito delegou a gestão do estado ao atual governador, Mateus Simões (PSD). Em fevereiro de 2025, exibia índices de aprovação que chegaram a 62%. Acreditou ter “gordura”........
