No Século III, os cristãos eram estritamente pacifistas
Querendo-se, mais uma vez, advogar que o facto de Constantino I ter dado liberdade de culto aos cristãos implicou uma mudança radical na compreensão e na vivência da fé cristã, tem sido cada vez mais usual eu encontrar disseminado o mito dado a conhecer no título deste texto.
Perante isto, é uma simples questão de honestidade admitir que é verdade que a posição dos teólogos do séc. III vai na linha de um severo pacifismo, não distinguindo eles, nas suas análises do que viviam à luz de Mt. 5,39 e de Mt. 26,22, entre um sujeito dever de abdicar de ser violento face a uma situação em que só ele estava em perigo e a possível falta de amor atestada por ele não fazer nada perante um ato violento na iminência de ocorrer a outrem.
Num contexto de perseguições, o apelo generalizado de tais autores ia na linha de que todo o fiel cristão necessitava de imitar Jesus no........
