menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Um confronto profundamente perigoso e complexo: os EUA e o Irão

19 0
06.02.2026

Estamos à beira de um conflito armado entre o Irão e os EUA? Esta é uma das grandes interrogações por estes dias. A resposta não é fácil, nem pode ser definitiva. O risco pode ser considerado iminente, na realidade. Porém, os custos para ambos os lados e para o mundo seriam de tal modo avassaladores que é necessário e urgente encontrar um entendimento entre as partes.

A mediação deveria ser feita pelos Estados da região ou pelos membros mais influentes da Organização para a Cooperação Islâmica, uns mais próximos da interpretação sunita do Islão, outros da prática xiita, desde que aceites pelos EUA e o Irão. O ideal teria sido atribuir a responsabilidade à ONU ou à Índia. Infelizmente, nem o secretário-geral da ONU, nem o primeiro-ministro da Índia têm, neste caso, a credibilidade suficiente. Narendra Modi queimou os seus cartuchos em relação ao Médio Oriente a partir do momento em que decidiu assentar o seu poder político no ataque aos cidadãos de fé muçulmana do seu país. É um autocrata que joga a carta étnica e o populismo na hora do voto para se manter no poder. Quanto a António Guterres, não pesa em Washington e é visto em Teerão como um ocidental, exterior à região e em fim de percurso. É tido como o secretário-geral das causas humanitárias e pouco mais. Para muitos, falta-lhe a dimensão política, a genica necessária para a resolução de conflitos. O facto é que Guterres teve o azar dos Távoras. Dois mandatos de Trump, cada qual........

© Diário de Notícias