Como em 2022, CNBB fica do lado certo da História
Este jornalista nutre forte simpatia pela parcela progressista da Igreja Católica, que defende excluídos, critica opressores, condena preconceitos, ataca discriminações, combate a desigualdade e denuncia os privilégios. É a Igreja de Júlio Lancellotti, hoje, e de Paulo Evaristo Arns, ontem. É a Igreja das Comunidades Eclesiais de Base, da Teologia da Libertação, de Leonardo Boff. É a Igreja dos Papas João XXIII e Francisco. Essa Igreja Católica sobrevive, ainda que não unanimemente, no âmbito da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, a qual, agredida por Flávio Bolsonaro, engrandece-se.
O Brasil conta mais uma vez com a CNBB, a exemplo de 2022, quando exerceu seu papel com coragem e repreendeu a sanha religioso-reacionária. À época, a entidade dos sacerdotes católicos denunciou o uso de fake news e relacionou-o com “manipulação religiosa”, em clara estocada nos pastores bolsonaristas que povoavam — e povoam — o Congresso Nacional. “A manipulação religiosa, protagonizada por políticos e religiosos, desvirtua os valores do Evangelho e tira o foco dos reais problemas que necessitam ser debatidos e enfrentados no Brasil. É fundamental um compromisso........
