O chapéu de Lula: do Panamá ao Zé Pilintra, o símbolo que veste a campanha pelo quarto mandato
Nesta campanha presidencial de 2026, em que, daqui da China, participo voluntariamente da mobilização pela reeleição do presidente Lula para seu quarto mandato, um acessório aparentemente simples passou a chamar minha atenção: o chapéu.
O chapéu Panamá, presente cada vez mais nas agendas públicas do presidente, em viagens e nas imagens compartilhadas nas redes sociais, transformou-se em uma das marcas visuais da campanha pela reeleição de Lula
Mais do que um elemento de estilo, ele passou a funcionar como uma linguagem política. Comunica proximidade, resistência, identidade popular e uma conexão com a cultura brasileira e latino-americana.
Mas nenhum símbolo nasce pronto.
Antes de se transformar em marca visual de uma campanha presidencial, esse chapéu surgiu de uma necessidade pessoal de cuidado. Sua história começa no corpo — na recuperação, na proteção e na relação entre saúde e cotidiano.
E, como acontece tantas vezes na história da moda, uma peça criada inicialmente para uma função prática acaba ganhando novos significados sociais, culturais e políticos.
De uma cirurgia ao símbolo políticoEm dezembro de 2024, Lula apareceu usando um chapéu durante uma coletiva de imprensa no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Na época, contei essa história na Revista Fórum.
O presidente havia passado por uma cirurgia para tratar um sangramento intracraniano provocado por uma queda sofrida meses antes. Durante a recuperação, explicou, em tom descontraído, que o chapéu ajudava a proteger a região da cabeça enquanto aguardava a recuperação completa e o crescimento dos cabelos.
A imagem rapidamente chamou atenção. Um acessório associado inicialmente a uma necessidade pessoal passou a acompanhar o presidente em suas aparições públicas e acabou incorporado à sua estética cotidiana
Meses depois, após o diagnóstico e tratamento de um câncer de pele, o chapéu ganhou uma nova dimensão: além da recuperação pós-cirúrgica, passou a remeter também à importância........
