A responsabilidade do eleitor pela desgraça do Rio
Há uma espécie de tabu nas forças progressistas segundo o qual não se deve criticar as escolhas do eleitorado. É evidente que suas decisões são soberanas e seu acatamento é o pilar fundamental de qualquer regime que se pretenda democrático.
Como não sou, e jamais serei, candidato a nada, atrevo-me a meter a mão neste vespeiro.
É impossível não ver com perplexidade as seguidas opções dos eleitores do estado do Rio de Janeiro em relação aos ocupantes do Palácio Guanabara.
E pensar que o Rio outrora era visto como a caixa de ressonância do Brasil. Palco de acontecimentos políticos históricos e epicentro das lutas pela redemocratização do país, as convicções progressistas e democráticas da população fluminense acabaram virando pó ao longo do tempo.
Hoje o Rio é sinônimo de violência........
