“Segurança ou poder? O caso Haddad revela o braço político das polícias”
Na noite em que Fernando Haddad voltava para casa, uma viatura da Polícia Militar lançou sobre seu rosto um facho de luz intenso. Pouco depois, seu motorista foi seguido por quarenta minutos e confrontado por policiais armados com fuzis. A ordem foi curta: “Vaza”. Não houve identificação, registro ou comunicação ao COPOM, como determinam os protocolos. Não foi fiscalização. Foi ameaça. Um gesto que fala mais alto do que qualquer relatório oficial.
Desde a redemocratização, as polícias militares carregam uma ambiguidade perigosa. Criadas para manter a ordem, mas moldadas em tempos de ditadura, nunca foram submetidas a um controle civil efetivo. Nos anos 1980, o........
