PS: Sem alternativas não há democracia interna
A recente defesa de esforços para promover listas únicas nas federações e concelhias do Partido Socialista, avançada por José Luís Carneiro, exige uma reflexão mais exigente do que aquela que tem sido feita. A estabilidade interna é um objetivo legítimo. Mas não pode ser confundida com a limitação da escolha.
Os partidos políticos não são meras estruturas organizativas. São pilares fundamentais do sistema democrático. A forma como se organizam, como escolhem os seus dirigentes e como integram — ou excluem — a divergência interna tem consequências diretas na qualidade da democracia. Quando o pluralismo é limitado dentro dos partidos, a democracia empobrece fora deles.
O que ocorreu no último Congresso Nacional do Partido Socialista, em Viseu, não pode ser desvalorizado. Uma lista alternativa à Comissão Nacional, apresentada com 251 candidatos, acompanhada das respetivas declarações de aceitação e subscrita por um número de delegados superior ao exigido, não foi admitida a votação. A decisão foi tomada sem fundamentação formal conhecida, sem verificação........
