Demorou 100 anos, mas o Disney+ pode concretizar o sonho de Walt
Demorou 100 anos, mas o Disney pode concretizar o sonho de Walt
Você abre o Disney . Vê em destaque a saga "Toy Story", impulsionada pela chegada do quinto filme aos cinemas. Após assistir a tudo com os filhos, agora fissurados naquele universo, compra os bonecos de Buzz e Woody. Mas eles querem mais: é então que você já garante ingressos para uma apresentação ao vivo dos personagens na sua cidade. Quando percebe, está conferindo os preços das entradas para a Disney World e das estadias em um dos hotéis do complexo.
Tudo sem sair do mesmo app — no sentido positivo e negativo que isso pode ter.
É esse o futuro que a própria Disney enxerga para a plataforma: ir muito além do streaming, um mercado cada vez mais saturado por competição, margens menores e investimentos altos.
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O que o novo CEO da companhia, Josh D'Amaro, vislumbra agora — em linha com a visão já defendida por seu antecessor, Bob Iger — não deixa de ser a própria realização de Walt Disney.
Mais do que o criador do Mickey e fundador da empresa, Walt também era um homem de negócios. Após alguns fracassos comerciais e decisões equivocadas no começo da carreira, ele percebeu que o entretenimento precisava de uma lógica diferente.
Resumidamente, os filmes eram "apenas" a peça central de um modelo muito maior. O dinheiro de verdade não estava só na bilheteria, mas em usar o cinema para criar conexão emocional com o público e, a partir disso, vender uma série de outros produtos ligados àqueles personagens. Isso incluía histórias em quadrinhos, revistas, programas de televisão, licenciamento — e, claro, ingressos para a Disneyland.
Tudo retroalimentava o próprio cinema. Não por acaso, a voz oficial da TV Globo repetia que um longa era "dos estúdios Disney" justamente por exigência contratual.
Esse é o "Disney Flywheel", uma aula de marketing e de indústria do entretenimento que segue extremamente atual.
O streaming já não........
