INSS virou xerife da moralidade perto da eleição
Advogado especialista em Previdência Social, é professor, autor do livro Fraude nos Fundos de Pensão e mestre em Direito Previdenciário pela PUC-SP
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Como 2026 é ano de eleição, possivelmente a fraude do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) terá lugar de destaque na corrida presidencial. Muitos políticos se beneficiaram do roubo a aposentados. Na verdade, o debate já começou. Basta assistir a uma das sessões da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS para se constatar a polarização política.
Tão logo a PF (Polícia Federal) deflagrou a operação Sem Desconto, e movido pela preocupação de o escândalo minar votos, o presidente Lula (PT) tomou decisões amargas. Afastou aliados políticos. Demitiu o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e pressionou o então Ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), a pedir demissão.
Na sequência, numa espécie de gerenciamento de crise, o governo federal se articulou para que a autarquia transmitisse imagem de diligente e intolerante a fraudes. Rapidamente emplacaram no STF (Supremo Tribunal Federal) um acordo que neutralizou condenações judiciais caras contra o INSS e permitiu © UOL
