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De rejeitadas a cobiçadas: grandes concessionárias disputam marcas chinesas

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02.03.2026

De rejeitadas a cobiçadas: grandes concessionárias disputam marcas chinesas

Há cerca de três anos, quando novas montadoras chinesas começaram a estruturar rede no Brasil, a relação com os grandes grupos de concessionárias era marcada por desconfiança. Marcas como BYD e GWM precisavam convencer conglomerados tradicionais a assumir a bandeira, e nem sempre conseguiam.

Naquele momento, algumas redes chegaram a participar de processos de seleção, foram escolhidas, mas desistiram antes mesmo de iniciar a operação. O receio envolvia desde a falta de histórico das novas marcas no país até possíveis desgastes com montadoras consolidadas, que representavam a maior parte do faturamento e da previsibilidade dos grupos.

A coluna ouviu, naquele período, um argumento que se repetia com variações mínimas. Em bom português: não vale trocar o certo pelo duvidoso.

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"Não vou trocar o certo pelo duvidoso e perder o bom relacionamento com marcas consolidadas", resumiu, na época, o controlador de um grupo regional quando BYD e outras chinesas buscavam rede e vitrine. De acordo com o empresário, montadoras tradicionais chegaram a dar sinais de que absorver uma chinesa poderia significar perder prioridade em modelos mais disputados ou sofrer algum tipo de reequilíbrio comercial.

Três anos depois, ele mesmo mudou o tom. O grupo passou a visitar marcas na China que ainda nem chegaram ao Brasil, tentando se colocar na fila de futuras concorrências. A frase........

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