Rio matou, fraudou eleição e deu grana ao Master, o que não é coincidência
Rio matou, fraudou eleição e deu grana ao Master, o que não é coincidência
Uma operação desastrosa nos complexos da Penha e do Alemão deixou 122 mortos, dentre eles cinco policiais, em 28 de outubro do ano passado. Seis meses depois, o crime continua operando livremente por lá, mostrando que o saldo foi apenas o de uma pilha de corpos para ser usada como palanque eleitoral.
Com essa montanha de mortos, o agora ex-governador Cláudio Castro (PL) ultrapassou o Massacre do Carandiru (em 1992, 111 presos foram chacinados na extinta casa de detenção do Carandiru, em São Paulo, um evento que cravou uma ferida profunda na consciência nacional sobre o Estado que mata) e não deixou a vida no Rio mais segura. Tratar disso não é "defender bandido", como o pessoal que não exercita o Tico e o Teco afirma, mas defender a sociedade quando o Estado age como bandido.
Grande parte da população, cansada da violência, festejou o sangue aceitando sem questionar o julgamento sumário trazido pela bala: se a pessoa morreu pelas mãos da polícia, é porque era culpada de algo. O problema é que sede de vingança não sacia a fome por Justiça.
Josias de SouzaDiscurso de Flávio para o........
