menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

E se, de um dia para o outro, desaparecesse uma geração inteira das redes sociais?

15 0
24.07.2026

Não porque deixou de existir. Mas porque deixou de poder lá estar. É este o cenário que começa a ganhar forma com a possível limitação de acesso às redes sociais para menores de 16 anos. Entre propostas de bans em alguns países, reforço de controlos parentais e plataformas como Instagram ou Roblox a implementarem contas “teen” com regras mais rígidas — como já aconteceu, por exemplo, em mercados como Singapura — o acesso está a ser progressivamente limitado e monitorizado. E, para uma indústria que durante anos construiu estratégias assentes nestas plataformas, a pergunta impõe-se: o que acontece quando um dos principais pontos de contacto, destas gerações, deixa de estar acessível? A resposta não é confortável, mas é necessária.

O universo das redes sociais, tem proporcionado às marcas um significativo poder de escala, segmentação e muita rapidez no contacto com as comunidades mais jovens. Mas, sem darmos conta, passámos de uma lógica de construção de relação para uma lógica de dependência. Agora, esse modelo está em causa, não apenas por via regulatória, mas também por uma mudança cultural evidente. Pais e educadores procuram alternativas para reduzir o tempo de ecrã e promover o bem-estar digital, enquanto movimentos como o anti-dopamina parenting ganham força, incentivando menos........

© Sapo